Precarização – Bebel questiona R$ 11 bi retirados da Educação

A deputada Professora Bebel questiona o destino dos R$ 11 bilhões retirados da educação. CRÉDITO: Divulgação

Parlamentar relata que saúde pública ofertada pelo Estado de São Paulo continua precária, apesar das promessas do governador Tarcísio de Freitas

 

 

A deputada estadual Professora Bebel (PT) tem denunciado da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) que a saúde pública estadual ofertada pelo govenador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está super precária, gerando mal atendimento à população, com reclamações de falta de medicamentos e das dificuldades em conseguir internação hospitalar, assim como a realização de exames de maior complexidade. Bebel destaca que o governador cortou mais de R$ 11 bilhões da educação, no ano passado, com a promessa de que seriam  utilizados para melhorias na área da saúde pública, mas que essa retirada de recursos não significou melhoria no atendimento à população.

Para Bebel, o corte de recursos públicos da educação só contribuiu para que o governo estadual reduzisse os investimentos na área, atacando o magistério paulista e os direitos dos professores da rede estadual de ensino, penalizando a educação pública no Estado. “Os ataques foram permanentes, ao longo de todo ano, com fechamento de salas de aulas no período noturno e tentativas de retiradas de direitos dos professores, e gerando desemprego na categoria”, ressalta.

Bebel, que é primeira presidenta da Apeoesp, diz que a situação só não é pior na educação, porque a entidade e seu mandato estão atentos e denunciado e combatido esses ataques. “Com pressão que temos feito à Secretaria Estadual da Educação e com medidas judiciais temos evitado que os ataques penalizassem ainda mais os professores e a educação pública no Estado de São Paulo”, diz.

A retirada de R$ 11 bilhões do orçamento da educação, com a promessa de melhor a área da saúde pública, foi aprovada pelos deputados estaduais da base de apoio do governador na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no segundo semestre de 2024. “Na votação desta proposta alertamos que o objetivo era apenas de retirar recursos da educação, área essencial, e que isso não significaria a melhoria da saúde pública no Estado de São Paulo, o que,  infelizmente, tem se mostrado na prática, conforme tem denunciado a própria população usuária”, completa Bebel.

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