Capiau

PAPA – I

A audiência privada de Papa Leão XIV com o bispo de Piracicaba rendeu mais do que reflexões teológicas profundas: quase terminou em convocação para reforçar o ataque do Nhô Quim no Vaticano. Dom Devair Araújo da Fonseca atravessou o oceano, enfrentou a agenda apertada da Santa Sé e, em exatos 20 minutos de conversa, conseguiu falar de oração, sacramentos, ação social e ainda explicar ao Santo Padre que o Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba não é apenas um time, é praticamente um patrimônio histórico com chuteiras.

 

PAPA – II

Consta que, ao entregar a camisa personalizada com o nome do Pontífice, o bispo fez a mais diplomática das evangelizações esportivas. O Papa perguntou sobre o time e, por alguns segundos, o Vaticano quase abriu espaço para discutir esquema tático. Fontes não confirmadas dizem que faltou pouco para Sua Santidade perguntar se o XV joga no 4-4-2 ou confia mais na providência divina no último minuto do segundo tempo. Maravilha.

 

IPTU – I

A Justiça manteve em vigor a lei que revisa a Planta Genérica de Valores em Piracicaba e, como diria aquele tio especialista em política de churrasco, “por enquanto, o IPTU não tira férias”. O Ministério Público entrou em campo pedindo liminar para suspender imediatamente a Lei Complementar nº 477/2025. A expectativa era de um VAR jurídico, replay em câmera lenta do processo legislativo e, quem sabe, um “anula tudo!”. Mas o juiz Wander Pereira Rossette Júnior, da 1ª Vara da Fazenda Pública, olhou os autos, respirou fundo e decidiu: sem liminar por agora. O jogo segue.

 

IPTU – II

A tal Planta Genérica de Valores, que para muita gente parece nome de disciplina de faculdade que ninguém escolhe por vontade própria, é basicamente a tabela que serve de base para calcular o valor venal dos imóveis. Traduzindo: é aquela planilha invisível que, quando muda, faz o contribuinte pegar a calculadora com mais carinho, e às vezes com lágrimas nos olhos.

 

IPTU – III

O Ministério Público questiona a regularidade do processo legislativo. Em bom português: quer saber se tudo foi feito nos conformes, com carimbo, assinatura, cafezinho e ata devidamente registrada. Já o Município e a Câmara entram como partes na ação, porque quando o assunto é lei municipal, ninguém quer ficar sentado na última fileira fingindo que não é com ele. Nas rodas de conversa, há três tipos de reação clássica. O otimista diz: “Calma, isso ainda vai ser discutido.” O pessimista responde: “Discutido sim… no boleto.” E o realista pergunta: “Qual é mesmo o prazo para pagar com desconto?”

 

IPTU – IV

Enquanto isso, o processo segue seu curso, com petições indo e vindo mais do que mensagem em grupo de condomínio. A decisão não encerra o assunto, apenas diz que, por ora, não há motivo para apertar o botão vermelho da suspensão imediata. No fim das contas, a novela jurídica continua, com capítulos técnicos, personagens institucionais e uma plateia atenta, especialmente formada por proprietários de imóveis que agora acompanham decisões judiciais com o mesmo interesse que antes reservavam para a tabela do Brasileirão.

 

IPTU – V

Em Piracicaba, pelo menos por enquanto, a PGV permanece firme e forte. E o contribuinte, como sempre, segue atento, conferindo a próxima fatura com uma mistura de curiosidade, cálculo mental e uma dose extra de coragem. E as nuvenn? As nuvens continuam sobrevoando os céus da Noiva da Colina. Estão sempre em movimento: ora à esquerda, ora à direita, mas, curiosamente, na maior parte do tempo parecem estacionar bem no centro. Uma posição estratégica, quase simbólica, como ficaria o decano da presidência do Legislativo piracicabano, o ex-vereador João Manoel dos Santos.

 

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