Com o objetivo de ampliar a segurança dos consumidores e evitar acidentes domésticos relacionados ao uso do gás de cozinha, o Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) reforçou, nesta semana, uma série de orientações sobre a compra, a instalação e o manuseio correto do botijão de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O alerta ocorre após um incidente registrado na noite da última segunda-feira (2), em uma residência no bairro Jardim Ângela, na zona sul da capital.
Autarquia do Governo do Estado, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania e órgão delegado do Inmetro, o Ipem-SP destaca que medidas simples no dia a dia podem reduzir significativamente os riscos de vazamentos, explosões e outros acidentes envolvendo o gás de cozinha.
Entre as principais recomendações está a compra do produto apenas em locais autorizados. O consumidor deve adquirir o botijão exclusivamente em revendas credenciadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), distribuidoras autorizadas ou caminhões oficiais das empresas. A compra em pontos clandestinos, como garagens, residências ou comércios informais, oferece riscos à segurança.
Também é fundamental verificar as condições do botijão no momento da entrega. O recipiente deve apresentar selo de conformidade do Inmetro, lacre intacto, rótulo com instruções de segurança e identificação da distribuidora. Botijões enferrujados, amassados, com alças ou base soltas, falhas na pintura ou sinais de danos estruturais não devem ser aceitos.
Outro ponto de atenção é o peso do botijão. A tara — peso do recipiente vazio — está indicada na alça. Somando-se 13 quilos à tara, é possível conferir se a quantidade de gás corresponde ao informado. O consumidor também deve observar o ano de fabricação e a plaqueta de requalificação: após 15 anos, o botijão precisa passar por inspeção, que deve ser repetida a cada dez anos.
O Ipem-SP orienta ainda o uso exclusivo de mangueiras e reguladores certificados pelo Inmetro. A mangueira deve ser de PVC transparente, com faixa amarela, dentro do prazo de validade de cinco anos, enquanto o regulador de pressão precisa ter selo, número de registro e validade vigente. Componentes vencidos, danificados ou improvisados não devem ser utilizados.
Na instalação, o regulador deve ser rosqueado manualmente na válvula, sem o uso de ferramentas. Para identificar possíveis vazamentos, recomenda-se aplicar espuma de sabão nas conexões; o surgimento de bolhas indica vazamento. Caso o problema persista, o botijão deve ser levado para um local ventilado e a distribuidora acionada.
O local de instalação também merece atenção. O botijão deve permanecer sempre em posição vertical, em ambiente ventilado e afastado de fontes de calor. Não é recomendado guardá-lo em locais fechados, passar a mangueira por trás do forno ou realizar emendas e extensões.
Entre as práticas que devem ser evitadas estão deitar ou aquecer o botijão, utilizar fósforo ou chama para testar vazamentos, instalar manômetros ou acessórios não certificados e manter chamas acesas durante a troca do recipiente.
Em caso de cheiro de gás, a orientação é não acionar interruptores elétricos nem qualquer tipo de chama. Portas e janelas devem ser abertas para ventilação do ambiente, o botijão deve ser levado para um local aberto e a distribuidora imediatamente comunicada. O lacre deve ser guardado, pois identifica a empresa responsável pelo envase.
Fiscalização e vigilância de mercado – Além das ações educativas, o Ipem-SP realiza fiscalizações contínuas junto a envasadores, distribuidores e revendedores de gás em todo o Estado de São Paulo. O objetivo é assegurar a confiança do consumidor quanto à quantidade de gás envasada e à conformidade dos botijões comercializados.
A verificação da quantidade de GLP é feita por amostragem, conforme o tamanho do lote disponível no local da inspeção, com base em critérios técnicos como média, desvio padrão e possíveis erros individuais. Também é conferida a correspondência entre a tara indicada e o peso real do botijão vazio.
Quando são constatadas irregularidades, os fornecedores podem ser notificados e sofrer penalidades que vão desde advertência e multa até apreensão ou interdição dos produtos.
A Ouvidoria do Ipem-SP está à disposição para dúvidas ou denúncias pelos canais: telefone 0800 013 05 22 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h), e-mail [email protected] e site www.ipem.sp.gov.br.