
Iniciativa exclusiva para funcionários e dependentes do plano de saúde detectou 50 mamografias alteradas em 2025, reforçando importância do rastreamento no Dia da Mamografia
A Santa Casa de Piracicaba encerrou 2025 com 1.621 mulheres cadastradas no Programa Mais Saúde, iniciativa voltada exclusivamente a funcionários e dependentes associados ao plano de saúde da instituição. Do total, 705 pacientes têm idade igual ou superior a 40 anos, faixa em que o rastreamento mamográfico é indicado. Entre essas mulheres, 50 apresentaram exames alterados, o que exige acompanhamento mais rigoroso.
De acordo com a enfermeira Darlene Glória de Ávila Ferreira, o programa realiza ações de promoção e prevenção da saúde, com destaque para o monitoramento da saúde da mulher por intermédio de exames como papanicolau e mamografia. “A abordagem prioriza rastreamentos de doenças e incentiva a realização de exames de rotina, seguindo protocolos do Ministério da Saúde, do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)”, ressalta.
O médico coordenador do Programa, Luis Fernando Barbosa, destaca que a atenção primária funciona como porta de entrada ao sistema de saúde. “Ela permite o acesso direto dos pacientes à equipe de saúde, facilita o monitoramento contínuo e possibilita o rastreamento de doenças como o câncer de mama. Essa estrutura da atenção primária cria condições para a detecção precoce do câncer de mama, o que amplia as chances de cura e permite tratamentos menos invasivos para as pacientes”, afirma.
O Dia da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, reforça a relevância do exame como principal método de detecção precoce do câncer de mama, doença que mais atinge mulheres no Brasil. “A mamografia identifica tumores não palpáveis clinicamente, com menos de 1 centímetro, fase em que o tratamento apresenta índices elevados de recuperação”, reforça Darlene.
As diretrizes médicas recomendam a realização anual da mamografia a partir dos 40 anos. Para pacientes com histórico familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau, como mãe, pai ou irmã, a orientação é iniciar o rastreamento pelo menos 10 anos antes da idade em que o familiar desenvolveu a doença.
Em outubro de 2025, o Ministério da Saúde e o INCA publicaram o “Controle do Câncer de Mama no Brasil: Dados e Números 2025”. O relatório mostrou que o SUS realizou 4,4 milhões de mamografias em 2024, sendo 2,6 milhões em mulheres da faixa etária prioritária, entre 50 e 74 anos. Segundo o estudo, o Brasil deveria ter registrado 73.610 novos casos de câncer de mama em 2025. Em 2024, foram mais de 20 mil óbitos, com maior concentração nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.