
PINTADO NA BRASA
Ontem (2), o prefeito Helinho Zanatta (PSD) visitou, na hora do almoço, o Restaurante Pintado na Brasa (rua Bom Jesus, 1663), acompanhado pelo seu chefe de gabinete, Francisco Duarte (esquerda), e do empresário de comunicação Clovis Vaz Filho. Foram recebidos pelo proprietário, Reginaldo de Jesus Costa, e pelo diretor de A Tribuna Piracicabana, jornalista Evaldo Vicente (à direita).
CHUVAS E BURACOS
Piracicaba está sofrendo com o excesso de chuvas. E sábado o próprio governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exatamente às 13h30, ligou ao prefeito Helinho Zanatta (PSD) hipotecando solidariedade, colocando à disposição a estrutura do Estado para as soluções. Ótimo. Isso é como deve ser a Política. E não simples nuvens que ora estão de um lado de um jeito e ora de outro lado de outro jeito.
VIGILÂNCIA – I
Conhecido como Peixe Pichado, o artista João Ariozo é bastante ativo nas redes sociais para analisar o comportamento da classe política na cidade. Ele lembrou que 2025 foi “um ano caótico”, em que “vimos vereadores agindo de forma totalmente oposta ao discurso que os elegeu”, mas destacou que o povo “acordou nos 45 do segundo tempo” – embora não tenha citado, o Capiau avalia que tenha sido por conta da mobilização no final do ano, contra o projeto de lei complementar que aumentou o IPTU na cidade.
VIGILÂNCIA – II
Peixe Pichado ecoa o discurso de manter vigilância sobre políticos. “Precisamos de um legislativo independente e não de uma Câmara que funciona como ‘puxadinho’ da Prefeitura, aprovando projetos sem discussão ou participação popular”, escreveu e arrematou: “O único caminho para a mudança é a nossa memória e a cobrança constante. Quem não representa a vontade da maioria não merece o poder que tem.”
VIGILÂNCIA – III
Este Capiau, idoso e cansado, sabe que a Câmara erra (erra feio) quando deixa de fazer aquilo que é seu papel: discutir com a população. Talvez o maior erro seja não aprofundar o processo legislativo para o qual os vereadores foram eleitos. As discussões são importantes para, além de esclarecer à população, também buscar na sociedade quem possa até mesmo concordar com os vereadores. Ótimo que tenha gente disposta à vigilância.
PROVIDÊNCIAS
O vereador Wagner de Oliveira (PSD), o Wagnão, disse que irá tomar providências quanto à prioridade de limpeza de mato feito pela Prefeitura. Ele publicou um vídeo em que as equipes estão roçando as margens da estrada Piracicaba-Anhumas, porém afirma “que não concorda com isso”, ao destacar que “vários bairros na cidade estão ao léu, precisando de limpeza pública”, disse, ao enumerar regiões da Chácara Nazareth II e Jaraguá. É preciso aumentar o número de equipes.
IPTU – I
O assunto “IPTU” continua dando repercussão na cidade. Desta vez, com a vereadora Silvia Morales (PV), do mandato coletivo “A Cidade é Sua”. Ela tem divulgado a representação que fez no Ministério Público contra o novo Código Tributário de Piracicaba, que, segundo a parlamentar, “pode gerar um aumento excessivo nas contas do IPTU em 2026”.
IPTU – I
Ela avalia que a lei foi aprovada de “forma atropelada”, no recesso parlamentar, e sem estudos de impacto financeiro, sem o devido debate e com alterações feitas no próprio dia da votação. “Um projeto com mais de 500 páginas, votado às pressas, sem transparência”, destaca a vereadora, que também reclama da revogação do chamado “IPTU Verde”, que oferecia descontos para quem adota práticas ambientais sustentáveis em suas residências.
IPTU – III
Mas o prefeito Helinho Zanatta (PSD) garante que, ao chegarem os carnês, os contribuintes verão que ele, chefe do Executivo tem razão. Em outras palavras, todos ficarão felizes, especialmente a classe de baixa renda.
EVENTOS – I
Os grandes eventos da Igreja Quadrangular para colocar em prática o seu “plano de cidadania celestial” já estão a todo vapor. O presidente estadual da denominação, o onipresente pastor Toninho Stefan, começou a reunir seus liderados para aquela tradicional convocação: apresentar, com direito a bênção, os candidatos oficiais da igreja para as eleições de 2026.
EVENTOS – II
Para deputado federal, nenhuma novidade no front. Este idoso e cansado Capiau já tinha cantado a pedra algumas vezes: o eterno candidato da denominação atende pelo nome de pastor Jefferson Campos (PL), vice-presidente nacional da Igreja Quadrangular e legítimo representante de Sorocaba. Ou seja, quando o assunto é candidatura, não é revelação, é reprise. E das mais aguardadas pelo público fiel.
EVENTOS – III
Quem sempre aparecia fazendo dobradinha no santinho ao lado de Jefferson Campos era o seu cunhado, o pastor Carlos Cézar, também de Sorocaba, praticamente uma dupla sertaneja versão eleitoral. Só que, desta vez, a formação mudou. Carlos Cézar deixou o Partido Liberal para assumir a respeitável cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. E, ao subir de patamar, acabou fazendo algo raro na política, principalmente na Igreja Quadrangular: abriu espaço.
EVENTOS – IV
Com isso, ficou liberada a vaga para que outro membro da denominação seja ungido como candidato oficial a uma cadeira no Palácio Nove de Julho. Afinal, como dizem por aí, a obra é grande, e as cadeiras também, e como diz o todo poderoso pastor Toninho Stefan, não existe cadeira vazia.
EVENTOS – V
Mas eis que o Toninho Stefan resolveu inovar na liturgia eleitoral. O que parecia simples, ungir o genro “02”, pastor Lucas Flores (PL), como candidato único, ganhou uma reviravolta digna de congresso de obreiros. O presidente estadual da igreja decidiu que não seria um, mas dois candidatos a deputado estadual. Isso mesmo: uma espécie de multiplicação dos pães, e dos votos. Na prática, a igreja acabou “dividida” em duas regiões estratégicas do Estado de São Paulo.
EVENTOS – VI
De um lado, o já cotado pastor Lucas Flores (PL), superintendente em São José dos Campos, representando com autoridade o Vale do Paraíba. Do outro, surge a pastora Suélei Gonçalves, auxiliar na Quadrangular Vila Helena, em Sorocaba, cidade que, pelo visto, decidiu que não aceita ficar sem candidatura própria desde os tempos de Carlos Cézar.
EVENTOS – VII
Resultado: Sorocaba em clima de disputa santa por protagonismo, enquanto o Vale do Paraíba entra firme na campanha. Porque, ao que tudo indica, nesta eleição, cada região vai ter seu “candidato oficial ungido por decreto pastoral”. Mas vale salientar que o pastor Lucas Flores é o genro do todo poderoso, manda chuva da Quadrangular em São Paulo.
EVENTOS – VIII
Este idoso e cansado Capiau já assistiu a esse filme algumas vezes e, spoiler: o final nem sempre é feliz. Eleição para deputado não é como eleição para vereador em que o candidato praticamente encontra o eleitor na fila do pão. O buraco é mais embaixo, o mapa é maior e a conta de votos é de fazer qualquer tesoureiro suar frio.
EVENTOS – IX
Com dois candidatos disputando o mesmo espaço, o risco clássico é aquele abraço coletivo que termina com os dois fora da foto oficial da vitória. Especialmente porque são debutantes em campanha estadual, aonde o voto não vem por osmose, vem na base de muita estrada, café requentado e sola de sapato.
EVENTOS – X
Até lá, é claro, não vão faltar as tradicionais reuniões de lideranças, os encontros estratégicos e aquele esforço concentrado para convencer o rebanho eleitoral de que a orientação do púlpito também vale na urna. Ou seja, apesar de proibido pela Justiça Eleitoral, sempre acontece aquele pedido de votos dos pastores no altar, ou até mesmo, colocar os candidatos no altar para dar uma mensagem, que sabemos entrelinhas que é um pedido de voto. Fica um alerta para a Justiça Eleitoral do Estado de São Paulo.
MAIS UM
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, segue naquela fase “Pokémon político”: capturando lideranças com alta representatividade para a legenda. Além dos governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Raquel Lyra (Pernambuco), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), agora quem chega para engrossar o caldo partidário é o governador de Rondônia, Marcos Rocha. O PSD vai, discretamente, montando um verdadeiro condomínio de governadores. E, pelo visto, Kassab não quer só um partido, quer quase uma reunião do Fórum dos Governadores dentro da própria sigla.
SINDICALISTAS – I
O secretário municipal de Trabalho, Emprego e Renda, José Luiz Ribeiro — leia-se Sindicato dos Metalúrgicos — e José Antonio Fernandes Paiva — leia-se Sindicato dos Bancários — ambos muito bem acomodados em seus respectivos redutos, parecem ter entendido que 2026 não é ano de aventura, é ano de estabilidade emocional.
SINDICALISTAS – II
Filiados ao Solidariedade e ao PT, respectivamente, a dupla deve mesmo optar pelo caminho mais seguro: nada de disputar eleição, nada de santinho na rua, nada de promessa mirabolante. Zé Luiz deve continuar firme e forte no secretariado do prefeito Helinho Zanatta (PSD), onde já conhece o caminho do café, da sala e do ar-condicionado. Já Paiva, tudo indica, seguirá soberano na presidência do Sindban, onde o máximo de tensão eleitoral é decidir a pauta da próxima assembleia. Em resumo: enquanto alguns sonham com 2026, eles escolheram sonhar com a tranquilidade. E, convenhamos, não estão errados.
CANDIDATOS – I
Quem realmente deve colocar o bloco na rua em 2026 são outros nomes, e aí o jogo começa a ficar interessante (e levemente folclórico, como toda boa política tupiniquim pede). Pelo PT, a aposta para deputada estadual é a já conhecida Professora Bebel, que vem firme para garantir o terceiro mandato. Experiência e competência ela as tem de sobra. Palanque também. E disposição não lhe falta.
CANDIDATOS – II
Para deputada federal, parte da legenda acena com o nome da vereadora Rai de Almeida, que pode trocar a tribuna da Câmara pelo plenário de Brasília, se a conversa de bastidor virar realidade de urna. Já pelo Solidariedade, o nome que ronda as rodas de café, corredores e grupos de WhatsApp é o do ex-vereador Paulo Campos.
ALEX
O deputado estadual Alex Madureira (PL) está firme para disputar a reeleição. E está contando com o apoio do prefeito Helinho Zanatta (PSD), companheiros de segundo turno que chegaram à vitória do ex-prefeito de São Pedro e Charqueada. Dias desses, Clovis Vaz Filho, assessor, e Francisco Duarte, chefe de gabinete do prefeito de Piracicaba, almoçaram e conversaram muito. E muito.
PSD – I
Enquanto isso, no PSD do mestre da articulação Gilberto Kassab, o tabuleiro vai sendo montado com aquela calma de quem joga xadrez olhando três jogadas à frente. A principal aposta do partido em Piracicaba atende pelo nome de Barjas Negri, cotado para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas já deu uma diminuída no ritmo. É aguardar.
PSD – II
Já para a Assembleia Legislativa de São Paulo, os bastidores fervilham com nomes, palpites, apostas e aquele clássico “ouvi dizer”. Oficial mesmo, por enquanto, só o silêncio estratégico. Porque no PSD, antes de sair candidato, a regra é clara: primeiro observa-se o céu… depois as nuvens… e só então se decide se é tempo de tempestade ou de céu azul.