Janeiro Roxo – Ações identificam casos de hanseníase

Roda de conversa com comunidade sobre hanseníase em Anhumas

Avaliação especializada é feita pelo Cedic; tratamento é gratuito e tem cura, desde que a identificação seja precoce

 

Quatro pacientes foram encaminhados ao Cedic (Centro de Doenças Infectocontagiosas), departamento da Secretaria Municipal de Saúde, para avaliação especializada após ações do Janeiro Roxo encerradas nesta sexta-feira (30), e voltadas  à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce da hanseníase. Um quinto paciente foi diagnosticado nas ações realizadas diretamente no Cedic, durante avaliação de contato.

Após o encaminhamento, dois casos foram descartados, dois foram confirmados – incluindo o diagnosticado diretamente no Cedic –  e um permanece em avaliação, aguardando exames complementares.

Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e USFs (Unidades de Saúde da Família) participaram da mobilização realizada com ações educativas e de busca ativa de casos.

Quando não diagnosticada e tratada a tempo, a hanseníase pode causar incapacidades físicas, especialmente em mãos, pés e olhos. Em Piracicaba, embora o número absoluto de casos seja relativamente baixo, os dados chamam atenção para o diagnóstico tardio: mais de 95% dos casos recentes foram identificados em fases avançadas, e cerca de 60% já apresentavam algum grau de incapacidade.

O diagnóstico precoce é fundamental para garantir a cura, prevenir sequelas e interromper a transmissão da doença. O tratamento é gratuito pelo SUS, e a campanha Janeiro Roxo reforçou a importância de procurar a unidade de saúde ao perceber sinais como manchas na pele com alteração de sensibilidade, dormência, formigamento ou fraqueza em membros. Mesmo após o período da campanha, as pessoas que tiverem dúvidas podem buscar atendimento nas unidades de saúde do município.

 

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