NO PINTADO NA BRASA
Paulo, Thiago, Reginaldo e Sérgio, durante encontro no Restaurante Pintado na Brasa (rua Bom Jesus, 1663, Bairro Alto), trocando informações sobre a equipe TUX Produções e representações comerciais, além, claro, da gastronomia em Piracicaba. “É uma alegria receber amigos e clientes em nossa casa, destacando-se o tradicional espeto de pintado, sempre o mais pedido”, afirma Reginaldo de Jesus Costa, proprietário e líder de toda equipe.
DIVIDIDO — I
Este idoso e cansado Capiau, atento aos bastidores, segue firme na saga da falta de unidade do MDB em Piracicaba. Depois da saída de Carol Sturion e Patrícia Krugner do MDB Mulher, que definitivamente não devem emprestar santinho, sorriso ou curtida para nenhuma candidatura municipal ou regional do partido, resolvemos atualizar a lista. E a lista cresce!
DIVIDIDO — II
O Capiau aponta mais duas autoridades que, ao que tudo indica, também não estarão nos palanques, nem nas caminhadas, muito menos segurando bandeira em dia de sol forte. Resumo dos bastidores: o MDB até tem sigla, tem diretório e tem reunião, mas campanha unida, pelo visto, anda em falta. Seguimos observando tudo da cadeira, com café na mão e uma sobrancelha levantada.
DIVIDIDO — III
O vereador Edson Bertaia (MDB) e o secretário municipal de Cidadania e Parcerias, Paulo Nardino (MDB), o mesmo que travou uma verdadeira batalha eleitoral — com idas e vindas na executiva estadual e nacional, com o ex-presidente da legenda para tentar ser vice na chapa de Barjas Negri (hoje no PSD) — já definiram seu rumo eleitoral. Nada de campanha para candidatos oficiais do MDB.
DIVIDIDO — IV
Os dois pastores vão mesmo é vestir a camisa (e talvez a gravata ungida) dos candidatos oficiais da Igreja do Evangelho Quadrangular. No voto e no palanque, o apoio será: para deputado federal, Jefferson Campos (PL); para deputado estadual, Lucas Flores (PL). Resumo da pregação: o MDB até aparece na ficha partidária, mas na hora do “ide e fazei campanha”, a orientação veio de outro púlpito a todo poderoso, salve, salve, presidente estadual da igreja, pastor Toninho Stefan.
PUBLICIDADE — I
A Prefeitura de Piracicaba firmou contrato com uma empresa para cuidar da publicidade e da comunicação do Poder Executivo, com um custo anual de aproximadamente R$ 11 milhões. Fazendo as contas, sem milagre, só matemática básica, isso representa cerca de R$ 916 mil por mês, algo em torno de R$ 30,1 mil por dia e aproximadamente R$ 1,25 mil por hora, considerando o ano inteiro, inclusive fins de semana e feriados.
PUBLICIDADE — II
Diante desses números nada discretos, surge a pergunta: onde, exatamente, todo esse dinheiro será gasto? E mais: será que a missão principal é tentar dar um trato na imagem do prefeito Helinho Zanatta (PSD), cuja popularidade anda mais amassada do que uva em dia de vindima, já no ponto de virar vinho ou talvez vinagre? Mas o prefeito Helio Zanatta (PSD) é competente! E temos certeza de que será bem aplicado na Administração Municipal.
PUBLICIDADE — III
Com esse investimento, se a avaliação não melhorar, ao menos propaganda não vai faltar. Afinal, a esse preço, só falta mesmo o silêncio entrar na folha de pagamento, com direito a adicional noturno e tudo. E vale lembrar: toda a responsabilidade de acompanhar, fiscalizar e explicar esse contrato milionário recai sobre o diretor de Comunicação da Prefeitura de Piracicaba, Pedro Gil, considerado dos mais brilhantes profissionais da Região! Ou seja, se a publicidade aparecer demais, de menos, ou no lugar errado, já se sabe a quem perguntar.
PUBLICIDADE — IV
Mas este idoso e cansado Capiau entende que o tema não passará batido entre nobres vereadores, especialmente os que são fora da base e pedirão explicações. Nada comentado até agora porque os edis estão de férias. E férias são sagradas, inclusive das perguntas incômodas. Quem sabe, quando retornarem ao batente, reste um tempinho na agenda para pedir esclarecimentos ao comunicador Pedro Gil. Porque curiosidade institucional também é trabalho. A Tribuna Piracicabana declinou.
CARGOS — I
A Prefeitura de Piracicaba resolveu usar o “Ctrl C + Ctrl V” legislativo e criou 188 cargos comissionados novinhos em folha, mas com os mesmos velhos problemas de sempre. A diferença? Mudaram o nome dos cargos, porque, aparentemente, chamar de “Gerente” em vez de “Diretor” faz a inconstitucionalidade se sentir menos ofendida.
CARGOS — II
O detalhe é que o Tribunal de Justiça já disse várias vezes que isso não pode, mas a Prefeitura segue firme na filosofia do “vai que agora passa”. Resultado: um verdadeiro desfile de cargos comissionados fazendo funções técnicas, operacionais e burocráticas, tudo aquilo que deveria ser ocupado por servidor concursado, mas que virou espaço VIP para indicação política.
CARGOS — III
Para completar o combo, a lei não fixa percentual mínimo de servidores de carreira nesses cargos, abrindo a porteira para 100% de livre nomeação, uma espécie de Black Friday do apadrinhamento. E como se não bastasse, ainda tentaram colar reajuste automático dos comissionados junto com o dos efetivos.
CARGOS — IV
No fim das contas, o pedido é simples: que o Ministério Público dê uma passada nisso tudo, suspenda a lei e evite que a máquina pública vire definitivamente um cabide de empregos gourmetizado, versão 2025, é o que pede o Movimento de Combate à Corrupção em Piracicaba, comandado por Walter Koch, que foi candidato a vereador pelo dividido MDB na cidade.
BARJAS — I
Enquanto isso, o ex-prefeito Barjas Negri (PSD) segue firme no roteiro “pé na estrada e cafezinho na mão”, visitando cidades da região. Possível candidato a deputado federal pelo partido do sempre articulado Gilberto Kassab, Barjas deu uma paradinha estratégica em São Pedro, onde foi recebido pelo prefeito Thiago Silva (PSD), além de comerciantes e, claro, alguns amigos, porque política sem amizade não rende nem prosa. Faz parte do momento.
BARJAS — II
Entre um café, outro café, mais um cafezinho (porque ninguém é de ferro), surgem também os pedidos, os sorrisos, tapinhas nas costas e aquela frase clássica: “vamos conversar com calma”. Tudo muito casual, só que não. Afinal, outubro está chegando, e como todo mundo sabe, nessa época até o açúcar do café fica mais doce e o aperto de mão dura um pouco mais.
PERSISTENTE – I
A menos de uma semana do reinício das reuniões ordinárias, a partir segunda-feira (2), quando se encerra o recesso parlamentar, paira pelos lados da rua Alferes José Caetano, na Câmara, pesada névoa em torno da votação, no ano passado, do PLC 22/2025, que atualizou a Planta Genérica de Valores (PGV) e, assim, deve encarecer o IPTU da cidade.
PERSISTENTE – II
É que a névoa é persistente, ainda não se dissipou. A população ainda cobra, veemente, nas redes sociais, o posicionamento dos vereadores favoráveis à aprovação do PLC que, na narrativa popular, é lido como “aumento do IPTU”. A pressão é tanta que tem vereador até limitando, ou deletando, comentários em postagens nas redes.
PERSISTENTE – III
Há uma expectativa de que essa “névoa persistente” deve se acirrar quando os carnês do IPTU começarem a chegar nas casas piracicabanas no final de fevereiro. Mas este Capiau, idoso e cansado, entende pouco de meteorologia, por isso não arrisca dizer se essa névoa irá se dissipar ou se formarão chuvas mais carregadas. O jeito é ficar atento às nuvens.
TENTOU – I
Profissional do marketing político e alinhado a políticos da extrema-direita, Juliano Pedro publicou, no Facebook, uma análise para tentar justificar a ida de vereadores de Piracicaba à marcha do deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Em linhas gerais, ele entende que os vereadores não fizeram nada de errado e que o mandato funciona com a atuação dos assessores quando os titulares estão fora da cidade por qualquer que seja o motivo.
TENTOU – II
Juliano não está errado do ponto de vista da legalidade. Sem dúvida, os vereadores têm o direito de atuar da maneira como julgam, cada um a seu modo. Mas, do ponto de vista político, a postagem parece que teve um efeito inesperado: a maioria dos comentários é contrária à ida dos parlamentares à marcha em Brasília. A crítica geral é de que há muitos problemas em Piracicaba, cidade para a qual foram eleitos como vereadores. Faz parte.