Em São Paulo – Apeoesp promove manifestação em defesa do magistério e da educação pública de qualidade

Professores e estudantes durante ato em frente à Secretaria Estadual da Educação que decidiu por nova manifestação para pressionar o governo estadual. Crédito: Divulgação|

Manifestação acontecerá nesta sexta-feira, 23, em frente à SEDUC, às 16 horas, pela valorização dos professores e da educação pública de qualidade

 

A Apeoesp promove nesta próxima sexta-feira, 23 de janeiro, manifestação pública em frente à Secretaria Estadual da Educação (SEDUC), na Praça da República, em defesa e pela valorização dos professores e da educação pública de qualidade. A manifestação está marcada para as 16 horas e a segunda presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT) diz que o objetivo é reunir professores, estudantes, pais e lideranças de movimentos sociais para cobrar do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a valorização tanto do magistério como o fortalecimento da educação pública no Estado, que tem sido vítima de constantes ataques, inclusive à carreira do magistério paulista.

A decisão de realizar esta manifestação foi tomada em assembleia promovida pela Apeoesp, no dia 17 de dezembro do ano passado, que reuniu mais de 8 mil participantes, entre professoras, professores, mães, pais, estudantes e representantes de outros segmentos da sociedade, de diversas regiões do Estado de São Paulo, durante ato público promovido em frente à Secretaria Estadual, contra os ataques do governador do Estado de São Paulo ao magistério paulista e à educação pública.

A Professora Bebel destaca que entre as reivindicações dos professores estão atribuição de aula presencial, justa e transparente, não ao fechamento do noturno, não à reorganização escolar, pela valorização da categoria, com o respeito ao piso salarial, que deve ser ponto de partida e não o teto, e que avaliação não é punição e nem demissão. Na reivindicação também está a não privatização e a não militarização das escolas, além da garantia de educação especial de fato inclusiva e que garantam atendimento das necessidades a aprendizagem dos estudantes atípicos e com deficiência, assim como a aplicação do tempo de serviço no período da pandemia da covid 19, com pagamento dos valores retroativos, enfim, chega de autoritarismo. Queremos o respeito aos professores e ao fortalecimento do magistério”, destaca.

Já no dia 31 de janeiro, acontecerá reunião do Conselho Estadual de Representantes da Apeoesp, que definirá a data da primeira assembleia do ano, no mês de março, com indicativo de greve, caso as reivindicações não sejam atendidas. Bebel diz que uma das metas deste ano também é derrotar a “reorganização escolar”, que vem sendo rejeitada na maioria absoluta das escolas em que comunidade e o Conselho de Escola são consultados, assim como contra o fechamento de classes no noturno. “É preciso garantir o direito dos estudantes trabalhadores ao ensino público”, completa Bebel.

 

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