BAIXA — I

Piracicaba viveu mais um capítulo da série “Secretários & Despedidas”. O secretário-executivo de Meio Ambiente, Edson Marcus Bucci, avisou o prefeito Helinho Zanatta (PSD) que está saindo da pasta. E sim, é a segunda baixa no elenco do governo. A primeira foi Fernanda Varandas (Republicanos), secretária de Assistência e Desenvolvimento Social e Família, que foi solicitado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

BAIXA — II

Edson Marcus Bucci estava ligado ao secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, Maurício Perissinotto. Bucci deixou a prefeitura para se dedicar à iniciativa privada, também conhecida como “onde o salário chega com menos reunião e mais paz. Durante a passagem pelo Meio Ambiente, Bucci fez ajustes importantes, consolidou o Plano de Resíduos Sólidos.

 

DENÚNCIA — I

Gustavo Perissinotto – PSD (prefeito de Rio Claro), Murilo Félix – Podemos (prefeito de Limeira) e Fernando Martins da Costa Neto – PSD (prefeito de Sorocaba), que está no comando enquanto Rodrigo Manga segue afastado, precisam ficar espertos com o secretário de Assistência, Desenvolvimento Social e Família de Piracicaba, Edvaldo Brito (Avante).

 

DENÚNCIA — II

É que o homem está no modo “xerife do social” e vem denunciando que as cidades administradas pelos prefeitos citados estariam enviando pessoas em situação de rua para Piracicaba. Ou seja: se tem alguém achando que dá pra “despachar” o problema pra cidade vizinha, Brito já avisou que não vai aceitar Piracicaba como balcão de devolução ou ponto de entrega. No ritmo que vai, daqui a pouco ele vai pedir até o número da nota fiscal e o CPF de quem mandou.

 

DENÚNCIA — III

Para tentar conter a chegada desses grupos, a Prefeitura de Piracicaba anunciou a instalação de um estande na Rodoviária. O espaço vai funcionar como ponto de triagem e cadastramento, com a missão de identificar quem está desembarcando na cidade com passagens bancadas por outras prefeituras. Na prática, a Rodoviária vai ganhar um novo setor: o famoso “guichê do quem te mandou?”

 

DENÚNCIA — IV

Chegou com mala e passagem paga? Então já sabe: antes de procurar endereço, vai ter que passar no estande, fazer cadastro e explicar direitinho se veio por conta própria, ou se caiu no turismo social involuntário. A ideia é simples: Piracicaba quer ajudar, mas não pretende virar destino oficial do “manda pra lá”.

 

ISOLADO? — I

Mais uma vez, parece que o prefeito Helinho Zanatta anda com dificuldades no item básico da política: diálogo, e olha que nem estamos falando com adversários, mas com prefeitos do próprio partido. Afinal, Gustavo Perissinotto (Rio Claro) e Fernando Martins da Costa Neto (interino de Sorocaba) também são do PSD. Cada um na sua…

 

ISOLADO? — II

O curioso é que, pelo jeito, o PSD está funcionando em Piracicaba como aqueles grupos de família no WhatsApp: todo mundo fala com todo mundo, menos com um. E, para piorar a cena, depois da chegada de Barjas Negri ao PSD, e com a entrada de novas figuras ligadas ao ex-prefeito, a impressão é que Helinho Zanatta ficou totalmente isolado dentro da legenda. Será?

 

ISOLADO? — III

Enquanto isso, Gilberto Kassab, o “rei das articulações políticas”, segue comandando o partido como quem joga xadrez, e Helinho Zanatta parece estar tentando jogar dama, mas sem saber de quem é a vez. No fim das contas, o PSD cresce, mas o Zanatta, politicamente falando, está parecendo aquele convidado da festa que chegou atrasado e ficou no canto segurando o copo, pensando: “Ué, ninguém me avisou que já tinha rodado o grupo?” Mas Kassab não pode se esquecer das nuvens.

 

ISOLADO? — IV

Enquanto Helinho Zanatta parece isolado dentro do PSD de Kassab, a impressão nos bastidores é que o nobre prefeito de Piracicaba está seguindo os mesmos passos do seu antecessor, o ex-prefeito Luciano Almeida (PP): entregar a chave do cofre e o controle remoto do governo nas mãos do presidente do Avante em Piracicaba, Edvaldo Brito. Quem pensa nisso está bem enganado, mas é o boato.

 

ISOLADO? — V

Na política tupiniquim, o que corre solto nas conversas de corredor é que, na prática, quem manda mesmo é Brito. E não é força de expressão, não: dizem que ele embaralha, corta o maço, dá as cartas, faz canastra, bate o jogo, e ainda por cima guarda o baralho no bolso. Já o prefeito Helinho Zanatta, pelo jeito, ficou com a parte mais ingrata do serviço: carregar a impopularidade no colo e ainda enviar projetos que deixam a população piracicabana de cabelo em pé. Ou, ao contrário, pode ser: Helinho sabe o que faz.

 

ISOLADO? — VI

E olha, este idoso e cansado Capiau aqui já viu esse filme há quatro anos. E a diferença é simples: Piracicaba não é São Pedro e nem Charqueada. Aqui, quando a coisa desanda, para reverter é igual fazer milagre sem santo: dá trabalho, é sofrido e quase nunca acontece do jeito que o político sonha. Fica a dica, nobre prefeito: cuidado para não virar protagonista de reprise, porque o público já sabe o final. O próprio Barjas Negri, em três mandatos, só descobriu depois do que aconteceu.

 

MARINA SILVA — I

A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, pode estar prestes a protagonizar mais um capítulo do reality show “Troca-Troca Partidário Brasil”. A informação é que ela deve deixar a Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar, para tentar uma vaga no Senado por São Paulo, e já avisou que não será candidata a deputada federal.

 

MARINA SILVA — II

Nos bastidores, o destino político dela estaria sendo disputado como final de campeonato: PT, PSOL e PSB aparecem como possíveis caminhos, com o PSB surgindo como uma alternativa bem forte nas conversas. E, se isso se confirmar, será mais um caso de ministro do governo Lula que pode acabar trocando o gabinete por uma urna, porque, convenhamos, em ano pré-eleitoral, Brasília vira tipo aeroporto: todo mundo com mala na mão e destino indefinido.

 

JUSTIÇA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou a escolha do advogado Wellington César Lima e Silva para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele assume a cadeira deixada por Ricardo Lewandowski, que saiu alegando motivos pessoais e familiares. Wellington já teve passagem pelo Ministério da Justiça em 2016, no governo Dilma Rousseff (PT), e agora retorna ao centro do poder com a missão de segurar a bronca numa das pastas mais “quentes” do país.

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