FEBRE — I
A Vigilância Epidemiológica de Piracicaba confirmou o terceiro óbito por febre maculosa na cidade em 2025. A vítima era um homem com idade entre 70 e 79 anos. E como notícia boa não vem sozinha, e as curiosas também não, esse idoso e cansado Capiau passou na tarde de segunda-feira (12) ali pelas bandas do Parque da Rua do Porto, Deputado João Herrmann Neto, e constatou, com suas próprias retinas (ainda funcionando, apesar do cansaço), que o aumento no número de capivaras por ali é simplesmente considerável.
FEBRE — II
O que mais chamou a atenção foi a quantidade de capivaras filhotes, todas acompanhando suas mães em clima de passeio em família. Do jeito que a coisa vai, não demora muito e os adeptos da caminhada vão ter que chegar no parque, bater palma e perguntar educadamente: “Com licença, dona capivara… dá pra eu passar pra fazer meus dez mil passos?”
FEBRE — III
De quem é a responsabilidade por mais uma morte? Será da Secretaria de Saúde, que precisa intensificar as campanhas educativas e ensinar direitinho como acontece o contágio da febre maculosa? Ou do Meio Ambiente, que deveria agir em parceria com o Governo do Estado para controlar a situação e buscar alternativas, como retirar as capivaras de áreas com grande concentração de pessoas e levá-las para um local onde possam viver sossegadas, sem virar atração turística de domingo?
FEBRE — IV
Ou, talvez, a “culpa” seja mesmo da população, que sabendo do risco, continua fazendo piquenique na grama dos parques, da avenida Cruzeiro do Sul e de outros pontos da cidade, como se o carrapato fosse um “brinde da natureza” no lanche da tarde? Porque, do jeito que anda, Piracicaba está quase virando o único lugar do Brasil onde o cidadão vai caminhar no parque e precisa perguntar antes: “Aqui é trilha de gente ou rodovia de capivara?” E ainda sai de lá com a sensação de que, além de ter feito exercício, participou de um episódio ao vivo de “Sobrevivência Urbana: edição carrapato”.
NUVENS
Alerta geral… as nuvens indicam, para a política de Piracicaba, ou pode ser também a Política, que virão ventos e trovoadas, sem dó, para que os partidos se mexam para outubro deste ano. Vai começar pelo Edifício do Centro Cívico, a Casa Amarela, e vai até a rua Alferes José Caetano, no Edifício Prudente de Morais. E passam, essas nuvens, pelos gabinetes de parlamentares e sede de partidos políticos. É só aguardar.