Rui Cassavia Filho
A universidade é o centro do conhecimento e a cidade é o centro organizado da sociedade.
A cidade, da organização urbana, da civilização, é a inovação constante do desenvolvimento de uma raça dominadora, que propõe antes a segurança, depois a sociabilidade e a saúde, organizando a riqueza dos homens.
Então… o desenvolvimento da civilização nasceu no Império Romano, que dominou a raça humana por mil anos, criando e inovando constantemente os atributos da “aglomeração humana e urbana”: “A civilização romana é uma mistura de influências que ganhou destaque por construir um Império que durou mil anos. Entre suas maiores influências estão suas inovações em engenharia e arquitetura, como as técnicas diferenciadas para aquedutos, estradas e monumentos. “
A criação e a inovação que garantiu mil anos de império são os aquedutos (rede de água e saneamento para a cidade), as estradas no avanço e a distribuição das riquezas (abastecimento alimentar e ampliação do território como política de domínio de sua força militar) , e os monumentos simbolizados por uma arquitetura ímpar, glorificam o estado, onde os prédios públicos, erguidos em sua grandeza, qualificaram a arte em seus muros e paredes, garantindo a estabilidade do estado, sua política, e suas instituições.
Assim, estabeleceu-se nos meados do Século VIII a.C (753 a.C). a cidade de Roma como o centro de uma civilização e seu Império a ser um dos maiores do mundo.
Sua “sustentabilidade” deu-se graças ao povo que sentindo-se seguro de outros povos, com saúde capaz de produzir e pagar seus impostos, e ganhando “jogos para seus divertimentos”, sacrificando e matando seus inimigos ou opositores sobre aplausos permanentes, inclusive de seus senhores. acumuladores de terras e riquezas de todas as espécies.
Seus escravos, sem nenhuma beneficies e sob total domínio, curvavam-se aos seus senhores empunhados de soldados armados (mercenários) quais “cravados” pela ‘jurisprudência” ditava, o uso da propriedade para si sob a proteção do Império.
Avançando com a “República” nasceu o conhecimento e inovação para um povo que podia dizimar suas idéias, que ouvido pelos senadores enfrentavam com vida os ditames da política.
As inovações e conhecimento, exigência do desenvolvimento de um Império, consolidou-se em Roma, a capital do mundo, da civilização, da organização, da sociedade e da riqueza dos povos.
Assim nasce a “universidade; essa “Instituição de ensino e pesquisa constituída por um conjunto de faculdades e escolas destinadas a promover a formação profissional e científica de pessoal de nível superior, e a realizar pesquisa teórica e prática nas principais áreas do saber humanístico, tecnológico e artístico e a divulgação de seus resultados à comunidade científica mais ampla”
A universidade, produto da civilização, não pode estar “marginalizada’ da cidade, aglomerado urbano e humano, que qualifica um povo, que protege sua história, que garante “saúde’, “segurança”, e “alimentação” e produzindo “riqueza”; mesmo “enterrando seus mortos fora de seus muros” protegidos de seus “Deuses”.
A universidade quando realiza “pesquisa teórica e prática nas principais áreas do saber humanístico, tecnológico e artístico e a divulgação de seus resultados” amplia a inovação e conhecimento de um povo incansável de lutas intermináveis pela vida, onde a busca da sustentabilidade humana é permanente.
Roma nos ensinou, na sua história, que a sustentabilidade humana não se faz com “sangue”, mas com “saúde”, “segurança”, “alimentação” “produzindo riqueza”, introduzindo ao tempo, um ingrediente especial “ a paz”, ‘fertilizante” capaz que produzir sementes inigualáveis de inteligência humana, capaz de inovar e produzir novos “conhecimentos” inimagináveis.
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Rui Cassavia Filho, Gestor da Propriedade Imobiliária/Urbs