Jose F. Höfling
“Fibra óptica biodegradável permite medir ou modular correntes elétricas no corpo humano” (Unicamp). Sinais elétricos comandam um enorme conjunto de atividades no corpo humano, da troca de mensagens entre neurônios no cérebro à estimulação do músculo cardíaco e aos impulsos que permitem movimentar mãos e pés, para mencionar apenas alguns exemplos. Tendo como horizonte de aplicação o monitoramento ou a modulação (controle) desses sinais, com “finalidades médicas”, uma fibra óptica biocompatível e biodegradável, produzida a partir de algas, acaba de ser desenvolvida. Esses estudos se deram sob o auxílio da Fapesp (Fundação de amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo). O dispositivo terá como função monitorar estímulos produzidos no cérebro ou nos músculos, assim como também na interface auxiliar na conexão homem-computador em tecnologias de “assistência ou reabilitação”. Uma das centenas de pesquisas levadas a efeito na UNICAMP. Além disso, fibras ópticas feitas com materiais biodegradáveis são alternativas às tecnologias disponíveis para telecomunicações, que empregam fibras de vidro ou plástico”, diz um dos pesquisadores.
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Jose F. Höfling, biólogo, FOP-Unicamp