
Desde a primeira quinzena de março, escolas das redes municipais e estaduais das cidades de Campo Largo (PR) e Piracicaba (SP) contam com um apoio extra na educação de seus alunos: é o Tetear Tech – projeto da Parabolé e da Criacom, que oferece aos estudantes oficinas artísticas e tecnológicas. O projeto ficará em funcionamento nas escolas das regiões durante todo o ano letivo.
O Tetear Tech é pautado nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e traz em sua essência temas voltados à Agenda 2030 das Nações Unidas. Para acontecer, o projeto é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e por empresas patrocinadoras, chegando a nona edição em 2022. “A partir deste ano, o projeto está integrado a grade curricular em 90% das instituições parceiras, beneficiando semanalmente mais de mil crianças e adolescentes. No total de todos os anos, foram mais de cinco mil estudantes com a oportunidade de aprender gratuitamente artes visuais, circo, dança, percussão, teatro, além de criatividade, inovação e tecnologia. Este projeto e estes alunos são fruto do incentivo à cultura, integrando iniciativas públicas e privadas.” diz Rafael Galvão, coordenador geral do Tetear Tech.
O Tetear Tech é baseado em metodologias ativas e, por isso, incentiva os participantes a atuarem com suas aptidões colaborativas, criativas e críticas, favorecendo a autoestima e inclusão social. Thiago Domingues, coordenador de oficinas do Tetear Tech em Campo Largo, revela que o projeto traz benefícios para a vida. “Ao trabalhar diferentes perspectivas de aprendizagem, os alunos descobrem seus potenciais e interesses, apresentam possibilidades para lidar com o novo e escrevem sua trajetória pautada na superação de desafios, de maneira contínua. É incrível ver em cada um o brilho nos olhos ao buscar ser protagonista no processo das distintas aprendizagens”, conta Thiago.
As atividades trabalhadas nas oficinas estabelecem um diálogo entre os conhecimentos sistematizados na escola com as práticas relacionadas a vivências de processos criativos e experiências estéticas, proporcionando aos estudantes o contato com diferentes linguagens, tanto artísticas quanto tecnológicas. “Para isso, criamos uma parceria com os professores nas escolas onde o projeto acontece e, juntos, fazemos uso da cultura maker e da abordagem STEAM (Acrônimo para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), por meio de um viés “mão na massa” e na perspectiva do “aprender fazendo”, revela o coordenador do projeto em Piracicaba, Sergio Ferreira.
Para garantir que as aulas causem reais impactos para os estudantes, o Tetear Tech foca no aprendizado por meio de projetos, fortalecendo a importância em desenvolvermos habilidades relacionadas ao trabalho em equipe, ao desenvolvimento da empatia e do autoconhecimento. “Desde a primeira edição do projeto em 2019 em Piracicaba, já notamos muitos ganhos para os jovens. Eles estão mais motivados a buscar diferentes tipos de conhecimento e entendem a importância dos momentos de troca com os demais”, relata Maurício Brasil, diretor da Escola Estadual Prof. Francisco Mariano da Costa.