Alimentação Escolar – Bebel quer derrubar veto ao PL que institui o programa

Na Alesp, a deputada Professora Bebel articula para derrubar o veto ao projeto de sua autoria e melhorar a merenda nas escolas do Estado. foto:Divulgação

Com mais de 30 milhões de brasileiros passando fome, a deputada estadual Professora Bebel (PT) quer colocar em prática  no Estado de São Paulo o Programa Estadual de Alimentação Escolar no âmbito das unidades de educação básica da rede pública estadual de ensino, conforme estabelece  o Projeto de Lei 891/2019, de sua autoria, já aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Para colocar este programa em  prática, a deputada trabalha para derrubar o veto do então governador João Doria (PSDB) à propositura, aprovado pela Alesp em 25 de novembro de 2020.

O programa proposto pela deputada Professora Bebel visa garantir aos estudantes das escolas estaduais alimentação saudável, para melhorar a aprendizagem, garantir o direito à saúde, combater a desnutrição e a obesidade infantil, por meio do estabelecimento de uma política para a alimentação escolar na rede estadual de ensino de São Paulo, como política de Estado, que não seja alterada de acordo com os humores dos governantes.

De acordo com a deputada, o Programa tem como perspectiva reduzir o percentual de alimentos ultraprocessados e ampliar a participação da agricultura familiar, dos produtos de transição agroecológica e dos orgânicos na constituição da merenda escolar na rede estadual de ensino. “Uma alimentação escolar adequada e a promoção de hábitos alimentares saudáveis são essenciais para a melhoria da aprendizagem das crianças e jovens”, explica a parlamentar.

Bebel ressalta ainda que está entre os objetivos do projeto está o de  estabelecer uma política para a alimentação escolar na rede estadual de ensino de São Paulo, como política de Estado, que não seja alterada de acordo com os humores dos governantes. “Tem como perspectiva reduzir o percentual de alimentos ultraprocessados e ampliar a participação da agricultura familiar, dos produtos de transição agroecológica e dos orgânicos na constituição da merenda escolar na rede estadual de ensino”, diz a deputada Bebel.

A deputada destaca  que entre as finalidades da sua proposta estão ainda assegurar o pleno cumprimento do direito humano à alimentação adequada e saudável, assim como elevar o direito humano à alimentação adequada e saudável como elemento indispensável à garantia do direito à educação em todas as suas interfaces, inclusive como manifestação social, cultural, étnica e regional da população brasileira, para além do caráter nutricional, além de estimular a intersetorialidade com as políticas públicas de garantia do direito à Saúde no tocante à promoção de hábitos alimentares adequados às crianças e adolescentes do Estado de São Paulo.  Reconhecer a centralidade da escola como espaço propício à formação de hábitos saudáveis e construção da cidadania, assim como fortalecer os espaços de participação e gestão democrática da Educação relativamente à alimentação escolar são algumas das finalidades do projeto que  restringe a oferta de alimentos ultraprocessados nas escolas e determina que no mínimo 30% dos recursos financeiros destinados ao Programa Estadual de Alimentação Escolar seja direcionados para a aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou suas organizações, nos termos da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. “O nosso projeto estabelece uma interface entre a alimentação escolar e o projeto pedagógico, por meio do desenvolvimento de hortas nas escolas – onde as crianças podem aprender os princípios da agricultura orgânica e conteúdos desenvolvidos nas disciplinas curriculares e projetos especiais”, diz a Deputada.

Para a deputada Professora Bebel, a alimentação, além de direito social assegurado na Constituição Federal, é fator fundamental para a garantia do direito à educação e também para que se garanta o direito à saúde. Uma alimentação escolar adequada e a promoção de hábitos alimentares saudáveis são essenciais para a melhoria da aprendizagem das crianças e jovens. Daí a grande importância da aprovação deste projeto.

 

 

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