Barjas Negri
Há anos acompanho a boa coluna “Caldeirão Político” do jornal A Tribuna Piracicabana, cujo responsável é o “Capiau”, que não se cansa de declarar que está ficando idoso, cansado, cometendo alguns enganos, mas com certeza sabe das coisas e é bem informado. Aliás, o “Caldeirão” foi a única coluna política picante que restou nos nossos quatros jornais e tem os seus méritos.
No entanto, talvez, para atender democraticamente os “plantadores de notícias” publica notas que não correspondem à verdade ou têm apenas a intenção de fazer alguma futrica, o que é bastante normal por se tratar de uma coluna política. Por exemplo, isso aconteceu recentemente na nota “Prefeitura IV” que já havia sido divulgada em dias anteriores.
Bem, o “Capiau” em várias notas criticou o meu trabalho de fazer vídeos e artigos mostrando os avanços das políticas públicas municipais em nossas gestões como prefeito, quando sempre destacando a participação de minha equipe de secretários e do envolvimento dos servidores públicos. Esse nosso trabalho trouxe dezenas de melhorias para os moradores. Isso é inegável. Tudo isso já faz parte da história da nossa cidade. Bem, retomando o assunto não entendi bem a crítica. Um amigo me disse somente isso: “eles estão com dor de cotovelo, porque não têm o que mostrar”. Os artigos são consistentes, trazem boas informações e reflexões. Me considero um articulista da Tribuna.
Mas, pensando bem, acho que os nossos artigos e, também, os vídeos sobre os avanços das nossas políticas públicas, estão incomodando pessoas do primeiro e segundo escalões da atual gestão, razão pela qual às vezes acham desnecessário divulga-los, deixando de informar a população que acompanha perplexa o desmanche de alguns setores da nossa cidade, como parece o caso da Cultura. Com muita agilidade, em apenas um ano cancelou o programa Movimentação Cultural que levava cultura aos bairros; está levando o acervo da Pinacoteca Miguel Dutra para o Engenho e, especula-se que o mesmo ocorrerá com a Biblioteca Municipal Ricardo Pinto Ferraz, lamentavelmente.
Para fazer um contraponto e manter a população democraticamente bem informada e mostrar que o papel da administração pública é construir e avançar nas políticas públicas, resolvi fazer novo artigo, com um resumo sucinto, com que implantamos na Cultura na nossa gestão como prefeito, com apoio da secretária Rosângela Camolese e de dezenas de servidores. Infelizmente, a pandemia prejudicou muito a área cultural em 2020, mas em 2021 sofreu com o descaso da atual gestão municipal.
Que a população compare as ações e avalie as diferenças. Tenho certeza de que o “Capiau” fará muitas boas e picantes notas a respeito, fazendo ferver chaleira a do “Caldeirão Político”. E que os descontentes rebatam. Vamos lá? Ações na Cultura: 1. Construção do prédio da Biblioteca Miguel Pinto Ferraz, 2. Modernização da Pinacoteca Miguel Dutra, após 4 anos fechada, 3. Modernização e reforma do Teatro Municipal Dr. Losso Netto, após 5 anos fechado, 4. Modernização e municipalização do Museu Prudente de Moraes, 5. Aprovação do Museu do Açúcar junto ao extinto Ministério da Cultura com previsão de aplicação de R$ 34 milhões pela Lei Rouanet de incentivo à cultura, 6. Revitalização e modernização do Engenho Central para receber dezenas de eventos culturais todos os anos: como o piso, banheiro, redes de água, esgoto e energia, 7. Construção do novo Teatro Municipal Erotides de Campos, no Engenho Central, 8. Criação do Espaço do Humor – Henfil, no Engenho Central, 9. Criação do Espaço Cultural Eugênio Nardin, no Engenho Central, 10. Criação do Espaço Cultural Maria Dirce no Pq. Regional da Paulista, 11. Implantação do Projeto Guri de música erudita, na Paulista, 12. Colocação de Piracicaba no circuito da Virada Cultural Paulista, 13. Implantação do Festival de Circo, anual, no Engenho Central, 14. Criação dos festivais de Coral, Dança, Música Erudita e Música Raiz, 15. Criação dos centros culturais descentralizados: Nhô Serra no Parque 1º de Maio; Hugo Pedro Carradore em Santa Terezinha; Zazá, no Mario Dedini e Antonio Pacheco Ferraz, na Paulista, 16. Criação da Companhia Estável de Dança (Cedan), 17. Criação do Fundo Municipal de Cultura, 18. Implantação do projeto Colorindo a Saudade e 19. Implantação do projeto Arte e Água: Fontes da Vida, no muro do Semae – Rua XV de Novembro.
Essas ações, projetos, equipamentos culturais da maior importância que foram viabilizados, melhorados ou recuperados a partir de 2005, quando tive a oportunidade de exercer três mandatos como prefeito, numa demonstração de que a Cultura foi prioridade. Espero que a sociedade posso recordar dessas ações, inclusive o amigo “Capiau” que, como sempre diz, está cansado. Talvez, nem ele tenha se dado conta de tantas realizações. Numa outra ocasião pretendo destacar outras ações na área social.
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Barjas Negri, ex-prefeito de Piracicaba