Thaís S. Rodrigues
Para iniciar esta postagem, precisamos levar em conta que nem todas as pessoas que tiveram a Covid-19 ficam com sequelas: 80% dos casos da doença são assintomáticos. Portanto, não desenvolvem sequelas. Os que mais são acometidos pelas sequelas são aqueles aos quais tiveram agravamento da doença, e chegaram a ser submetidos a tratamentos mais invasivos com internações hospitalares ou até mesmo com ida para unidade de terapia intensiva (UTI).
Entre as sequelas mais comuns estão tosse seca, cansaço, fraqueza muscular, dor de cabeça, perda de olfato e paladar. Os sintomas podem perdurar por algumas semanas.
Também existem casos de problemas cardíacos, como miocardite (inflamação no músculo do coração) e pericardite (inflamação na membrana que reveste o órgão), que podem levar a sintomas como arritmias. Também existe relato de miosite, que acomete os músculos e provoca riscos de fraqueza aguda e generalizada.
O rol de infecções sérias desencadeadas pelo coronavírus poderá envolver problemas pulmonares como a fibrose, um enrijecimento progressivo do pulmão capaz de ocasionar falta de ar e má circulação sanguínea.
Além disso, podem ocorrer problemas neurológicos mais graves, como sequelas variáveis de AVC (acidente vascular cerebral).
Mais um aspecto da pandemia que chama muito a atenção refere-se ao desencadeamento de desordens emocionais e psiquiátricas, como fobias e síndromes do pânico, não apenas em pessoas acometidas pelo vírus.
Você sabia? Será mesmo que era só uma gripezinha?
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Thaís S. Rodrigues, fisioterapeuta