José Francisco Hofling
O surgimento e a permanência de uma das maiores pandemias do Século XXI, como uma das mais agressivas patogenias relacionada a vírus, tem suscitado, nos pesquisadores e na ciência de modo geral, a produção de vacinas e fármacos à semelhança do que aconteceu com o vírus da AIDS, (Vírus da Imunodeficiência adquirida), na procura de substâncias bioativas ( ativas biologicamente), que possam atuar na replicação do vírus desacelerando a sua atuação e desenvolvimento, atuando como coadjuvante no tratamento dessa importante virose. Essas pesquisas devem envolver diversos setores como universidades, centros de pesquisa, empresas farmacêuticas e empresas especializadas em testes clínicos e hospitais. O desafio é enorme levando-se em conta o desenvolvimento de produtos e as diversas etapas subsequentes à existência desses componentes, como os testes pré-clínicos, custos dos ensaios e posterior regulação pelos órgãos competentes, somado à importação de ingredientes ativos, disponibilidade de insumos, capacidade das indústrias farmacêuticas, além dos esquemas de financiamento pelos governos locais. Apesar das dificuldades, as experiências com a AIDS revela a capacidade humana de dar a volta por cima.
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José Francisco Hofling, professor FOP/Unicamp