Francys Almeida
Quem se lembra do fim do horário de Verão? Pois é! Qualquer economia seria importante agora, mas, infelizmente, temos irresponsáveis no poder.
Um supermercado que gastava 8 mil mensais de energia elétrica, gasta agora 11 mil e vem nova bandeira tarifária, não a patamar 2, mas a de escassez hídrica. 49,63% (quase 50%) de aumento na bandeira tarifária.
No início do ano, a cobrança era de R$ 1,34, agora já são R$14,20 por 100 kw/hora. A boleira está batendo os bolos “na mão”, pois batedeira gasta energia.
Ter máquina de lavar é item de luxo, a realidade é ir para o tanque lavar sem gasto de energia elétrica, pois fica mais caro ter a conta da máquina de lavar do que a parcela mensal para adquirir uma.
Mas não é exclusividade da energia elétrica. Temos também o combustível nas alturas, e a culpa não é do ICMS, que é o mesmo desde 2015: falta gestão mesmo, capacidade e empatia.
Tem motorista da Uber que desistiu da profissão, não é possível pagar para trabalhar, com combustível nesse preço, virou realidade.
E vem mais um jejum hipócrita, semelhante ao realizado quando tínhamos aproximadamente 500 mortos. Foi proclamado jejum nacional, no entanto, em desacordo com a recomendação bíblica, que orienta se humilhar, o que não se vê nessa gente, são frutos de arrependimento.
“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (II Crônicas: 7.14)
O primeiro jejum nacional aumentou de 500 mortes para 580 mil. Espero que, desta vez, seja diferente.
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Francys Almeida, bacharel em Direito, síndico profissional, militante partidário (PCdoB) em Piracicaba