
Terça (24), ocorreu, no 28º Batalhão de Infantaria Leve (28º BIL), o batismo das Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal Guarani. Dessa vez, foram homenageadas as cidades de Piracicaba e Itu, destaques regionais do interior paulista.
O batismo da Viatura Piracicaba foi realizado pelo General de Divisão Edson Diehl Ripoli, comandante da 2ª Divisão de Exército e piracicabano mais antigo da ativa do Exército Brasileiro. Estiveram no evento os seguintes militares piracicabanos: Coronel Heilmann e sua irmã Tereza Cristina, o Tenente Coronel Gabriel, o Major Matheus e o Major Pires. A Viatura Itu teve o seu batismo realizado pelo prefeito da Estância Turística de Itu, Guilherme Gazzola.
Ambos os blindados foram produzidos no Brasil, e são equipados com o sistema de armas Remax, que possui avançada tecnologia e grande capacidade de detecção e engajamento de alvos.
Como forma de homenagear as cidades, que tão bem acolheram e apoiam o Exército, as viaturas blindadas foram batizadas com o nome de “Piracicaba” e “Itu”.
O blindado Guarani
No dia 26 de maio de 2021, data em que completaram os cem anos da existência de blindados no Brasil, o 28º BIL recebeu suas primeiras viaturas blindadas de transporte de pessoal média sobre rodas da família Guarani. Entre os programas estratégicos indutores da transformação da Força Terrestre, responsáveis pela entrega de capacidades específicas, o Programa Guarani é aquele que impactará mais fortemente as armas base (Infantaria e Cavalaria), proporcionando a geração de aptidões diversas para o cumprimento de uma variada gama de tarefas e missões.
A nova Infantaria Mecanizada e a nova Cavalaria Mecanizada irão dotar a Força Terrestre com meios adequados ao espaço de batalha contemporâneo não linear e multidimensional, com desenvolvida capacidade de integração e sincronização. Poderá, também, obter apoio da opinião pública, em função das melhores condições de proteção e da mitigação de danos colaterais à população e ao meio ambiente, em contraste com os pesados meios blindados sobre lagartas.
A 11ª Brigada de Infantaria Leve foi contemplada com essa transformação, destinando os primeiros lotes aos seus Batalhões de Infantaria, dando início à mecanização da Brigada Anhanguera.
A formação de um novo combatente de infantaria, com alto grau de iniciativa, capacitado ao emprego em ações amplamente descentralizadas, sob o controle de seus superiores, permitirá a manutenção da consciência situacional em todos os escalões de comando.
A mecanização deverá resultar, ainda, em uma tropa preparada e com efetiva capacidade de pronta resposta para atuar, inclusive, como Força Expedicionária, respaldando a política externa do país.
A chegada das viaturas da família Guarani agrega, à 11ª Brigada maior mobilidade, poder de fogo, ação de choque e proteção blindada, habilitando o emprego do binômio infantaria – carro, no cerne do combate urbano da Força Terrestre.