A CPI e a verdade

José Maria Teixeira

 

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) tem por objetivo inquirirpara saber a realidade dos fatos diante de uma situação alarmante e inusitada. Uma pandemia, o coronavírus, assola o País. Chegou se a taxa de cinco mil mortes dia e perdura ainda uma variável de mil mortes dia. Sem nenhuma dúvida surge a necessidade de uma CPI. O povo tem direito e precisa saber o porquê dessa tragédia, quinhentos mil mortos. Ademais, vive-se num estado democrático de direito,Brasil, pais abençoado por Deus. E em pleno século 21,quando pelo avanço cientifico já se planeja turismoà lua, não seria na saúde, setor da vida em que o homem criado à imagem e semelhança de Deus, iria estar cientificamente atrasado. A medicina mundial sob a orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde) colocou ao alcance do mundo medidas sanitárias cientificamente eficazes para o combate ao coronavírus até a chegada da vacina. Neste item, há que se prestar homenagensaos cientistas (imunologistas)e a outros trabalhadorespela criação,testes e aprovação de vacinas em temporecorde e com alta taxa de eficácia. Por isso tudo precisa-se saber as causas da tragédia de que somos vítima tendo recursos ao alcance da mão.

Para tanto, vem aí a CPI, com muita dificuldade e ferrenha oposição pelo governo em especial o presidente da Câmara e do Senado. Não deveria ser assim, pois conforme o art. 58 da Constituição Federal trata-se de um instrumento para tal fim à disposição do povo. E mais a mesma Constituição reza em seu art.1ºparágrafo único”. Todo poder emana do povo e em nome do povo será exercido…”. E aindapor terem eles jurado cumprir a Constituição a recusa contra a instalação da CPI que tem como foco as ações do Governo Federal na pandemia do coronavírus soou muito mal levantando suspeitas. Lembrem-se: a CPI só foi instalada por ordem judicial do ministro Ricardo Lewandowski.

Iniciados os trabalhos os opositores de dentro e de forano afã de desacreditar, desmoralizar a CPI já que não conseguiram impedir a instalação travam renhidos debatesnunca para contribuir mas para ganhar tempo e inviabilizá-la. Uns correndo até o risco de apoplexia tal a veemência do discurso. Tudo parecia caminhar para o vazio ao ouvir nas sessões iniciais depoentes fazendo daquele espaço um palanque político quando não um festival de mentiras, alguns amparados pela senha do silencio obtida no Supremo Tribunal de Justiça que mal-entendida inicialmente prejudicou o andamento dos trabalhos.

Contudo, justiça seja feita. Houve depoentes éticos compromissados com o seu juramento que deram a sua declaração de forma límpida. Sem demérito dos que assim agiram realçam-se o caso da médica Dra. Ludimila e da Dra.Luana Araujo. Estas mulheres demonstraram respeito mais que consigo mesmas e sim com o povo brasileiro. Não se prestaram a enganar o povo.  E denunciaram a existência de um gabinete paralelo. Pois, o ministro demonstrou não ter autonomia para contratar e exigia aceitação do tratamento precoce,isto é o uso da cloroquina o que publicamente ele nega.

Enfim sabe se, em que pese haverainda um número extenso e importantes de depoimentos a serem colhidos, a CPI já tem matéria suficiente para elaborar um relatório altamente consistente apontando as causas e os responsáveis pela tragédia inominável de meio milhão de mortos.

Nesta segunda etapa, muita luz para a CPI. Que não torne uma banca permanente e inócua. Que não perca o foco e feche os trabalhos com galhardia e eficiência. Que de cuja peça oferecida ao órgão competente deflua irrecusável denúnciae alcance justiça aos nossos entes queridos.De tudo se espera que a verdade ora conhecida pela CPI nos livre de tão grande mal senão agora, por certo em 2022.

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José Maria Teixeira, professor

 

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