Barjas Negri
No início dos anos 2000, a frota de veículos de Piracicaba era considerada expressiva e em determinados bairros já se verificavam alguns pontos de congestionamentos e lentidão. O que mais chamava a atenção era o elevado número de carros, caminhões, motos que passavam pelas pontes do Mirante (Irmãos Rebouças), dos Velhinhos, do Moratto e do Caixão, ligações da Vila Rezende com Santa Terezinha, Mario Dedini/Vila Industrial à área central, Paulista, Pauliceia, Jaraguá, Piracicamirim e outras regiões.
Essas pontes, relativamente antigas, resolviam a circulação, basta dizer que as últimas intervenções foram dos prefeitos João Herrmann Neto ao concluir a ponte do Caixão e de Adilson Maluf, ao alargar a ponte do Mirante. Por mais de 20 anos, a cidade cresceu e também o número de veículos numa proporção maior e nenhuma grande intervenção urbana foi realizada. Era urgente uma tomada de decisão decorrente dessa expansão que se aproximava de 150 mil veículos licenciados, além daqueles que vinham de toda região.
O mais dramático era o caos na ponte dos Lar dos Velhinhos, que recebia veículos leves e caminhões que chegavam pelas rodovias do Açúcar, Luiz de Queiroz, de Limeira, de Rio Claro e de São Pedro, além dos piracicabanos. Era preciso fazer algo urgente e com poucos recursos. Assim, a partir de janeiro de 2005, aproveitamos o projeto do ex-prefeito José Machado, que já havia sido autorizado pela Câmara de Vereadores, para “vender” o prédio que foi cedido ao setor privado para a implantação do Hotel Beira Rio.
Com a rapidez do trabalho de minha equipe de secretários e servidores, abrimos uma licitação para sua venda e reservamos os recursos para a construção de uma extensão ao lado da ponte do Lar dos Velhinhos. Em 2007, foi concluída, o caos foi reduzido, melhorando muito o trânsito nessa área.
Num plano bem articulado pelos técnicos da Secretaria Municipal de Trânsito (Semuttran) e da Prefeitura executamos outras duas novas extensões ao lado das pontes do Mirante e a do Moratto. Foi preciso muito planejamento e recursos dentro do nosso Plano de Mobilidade Urbana que, com a conclusão dessas duas obras, permitiu mais fluidez, em que pese alguns congestionamentos nos horários de pico.
Mas, não foi só sobre o rio Piracicaba que construímos pontes. O rio Corumbataí, na região de Santa Terezinha, também ganhou uma nova ligação, garantindo tráfego mais fluido para aquele distrito-cidade. Sobre o córrego do Piracicamirim construímos uma conexão entre o Alvorada e o Serra Verde/Água Branca, outra da Vila Rezende ao Morumbi, além do Santa Fé ao Novo Horizonte.
Hoje, a frota de Piracicaba ultrapassa os 329 mil veículos licenciados e essas novas pontes ainda vão suportar bem o trânsito por, pelo menos, mais 10 anos, com segurança também para os pedestres. Planejamento e determinação permitiram todos esses bons investimentos que, na ocasião, não foram compreendidos por uma pequena parcela da população que se manifestou com suas críticas. Esperamos que tenham mudado de opinião, pois é muito difícil imaginar nossa cidade sem essas novas passagens sobre os rios Piracicaba e Corumbataí e sobre o córrego do Piracicamirim.
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Barjas Negri, ex-prefeito de Piracicaba